quinta-feira, 8 de outubro de 2009

E tome desdobro – Ainda Rio-2016

A candidatura aos Jogos Olímpicos prevê gastos de 28,8 bilhões de reais com obras de infra-estrutura.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs esquecer a preocupação dos recursos a serem destinados à realização das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro e ver como um investimento e não como gastos.

"Nós temos que perguntar não quanto o Brasil vai gastar, mas quanto o Brasil vai ganhar com a realização das Olimpíadas. É acreditando assim que a gente vai fazer uma grande Olimpíada", disse Lula no seu programa de rádios.

Sugeriu também que a povo passe a utilizar a palavra investimento invés de gasto. Justificando que as obras dos jogos vão permitir a melhoria da qualidade de vida da cidade do Rio.

Dos 28,8 bilhões de reais com obras de infra-estrutura para os jogos, aproximadamente 25 bilhões provenientes dos cofres públicos (relaxa e goza), mesmo assim o presidente não quer que o povo se preocupe.

Mesmo com a estrutura dos jogos Pan-Americanos em 2007, os projetos necessários para os Jogos Olímpicos ainda estão no papel. Lula comentou ainda que, antes, vai se preparar para a Copa de 2014.

Isso é a cara do Brasil, deixar tudo para ultima hora.

Rodolfo Alves | Publicitário e Esp. em Gestão Pública

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Uma cidade não tão maravilhosa assim – Rio 2016

O anúncio do Rio como sede realizadora das olimpíadas 2016 emocionou nosso Presidente, nossos atletas, o povo brasileiro e especialmente os cariocas de Copacabana. A cidade maravilhosa mereceu, com algumas ressalvas, ser escolhida cidade olímpica, mas não podemos, claro, fechar os olhos para algumas cláusulas restritivas ao merecimento, como por exemplo, a famigerada e conhecida guerra civil que assombra não só a cidade do Rio como todo o estado. Até 2016 temos a chance de consertar muita coisa, aproveitando a boa e oportuna vontade política dos nossos representantes.

É óbvio: Queremos celebrar a maior festa esportiva do mundo, mas temos muito trabalho pela frente, precisamos ajeitar a casa, para que a festa não acabe antes do apagar das luzes. Como dito antes, tudo é interessante a todos, todos ganham e o desfrute dos investimentos é todo nosso, não só dos cariocas, mas de todo povo brasileiro.

Num prognóstico de cálculo simples, podemos ver que os benefícios provenientes do evento serão muitos e nem todas as mazelas juntas existentes no estado do Rio de Janeiro poderiam comprometer os avanços que virão. No Rio de Janeiro, problemas sociais que atingem todo o país estão elevados a quinta potência, mas os investimentos serão pesados no sentido de dirimir alguns e atenuar outros. Alguém já avisou aos traficantes que eles não poderão usar a vitrine das olimpíadas para incrementar seus lucrativos negócios?

A (in)segurança é de longe a maior fragilidade e a cidade vive amedrontada, a própria polícia não consegue se proteger dos traficantes e suas armadilhas, das milícias e seus armamentos, será que esta mesma polícia estará apta a garantir a segurança dos civis?

Outro medo são os mega empreendimentos e os investimentos aplicados neles, sem falar num hábito muito comum entre nossos políticos e empresários, os desvios de verbas, além do pós-evento (quem não lembra o PAN 2007, em que as obras custaram muito mais do que os orçamentos previstos). É torcer para que as obras faraônicas não se tornem “elefantes brancos”.

A esperança é que o Rio-2016 esteja alinhado ao desenvolvimento da cidade, que as necessidades sociais sejam assistidas através do esporte e que os Jogos possam ser o canal para o desenvolvimento de certas áreas da cidade, principalmente as favelas.

O reconhecimento e enfrentamento dos problemas como a segurança pública é importante e, ainda mais importante, o planejamento das ações. A cidade vem tentando uma nova abordagem policial com o surgimento de programas sociais de cunho esportivo, que podem ser melhorados e ampliados com as Olimpíadas.

Apesar da copa de 2014 acelerar o desenvolvimento da infra-estrutura, o Rio precisa urgentemente de um programa eficaz para seu desenvolvimento urbano, já que o PAC não está conseguindo resolver o problema.

Os Jogos podem melhorar diversas áreas na cidade e no país, desde a economia até as áreas sociais, além de acelerar a entrega das obras, mas isso, é óbvio, requer uma gestão cuidadosa e um monitoramento criterioso de todo esse investimento.

Rodolfo Alves | Publicitário e Esp. em Gestão Pública

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domingo, 9 de agosto de 2009

A Copa do mundo é nossa e os problemas também

O anuncio da escolha de Natal como uma das subsedes da copa do mundo de 2014, causou um frenesi a classe política e o povão, comemoramos como se fosse a própria conquista do caneco.

Natal é um dos principais destinos turísticos do país e merece ser escolhida se não fosse tantas calamidades espalhadas pelo estado.

Confesso que fui contra a candidatura de NATAL e que ainda estou com um nó na garganta e muito preocupado quanto há Natal receber o evento mais importante do mundo.

É claro que nós queremos participar da festa, desfrutar dos investimentos e benefícios que a cidade irá ganhar nesse clima de Copa do Mundo.

Os benefícios que o evento trará para o estado são muitos apesar dos questionamentos a respeito da origem de tanto dinheiro. Evidente que um evento como a copa do mundo proporciona uma cadeia de benefícios. E isso é excelente para nós todos. Até mesmo porque os itens obrigatórios para sediar os jogos são coincidentemente os mesmo que Natal mais sofre atualmente sem falar na educação que pode ser a principal vitima por não fazer parte das exigências.

Estamos numa cidade em que o transito não anda, o transporte coletivo é precário, a saúde vive em calamidade, a (IN)segurança como os assaltos ocorrem diariamente em plena luz do dia, não há saneamento básico em 70% da cidade, mesmo com mais de 80 milhões para tal obra sem falar da nossa educação que é a lanterna.

Irei-me despedir do Machadão. O mesmo que será demolido para a construção da Arena das Dunas. Um estádio que há décadas é vitima de obras de maquiagem, onde para fazer xixi é preciso usar um bote de resgate para não se afogar a cada vez que precise usar o banheiro?

Quem não lembra o PAN 2007, em que um estádio foi orçado em R$ 300 mil e custou quase R$ 1 bilhão pagos com o dinheiro do Governo Federal. Aqui mesmo a Ponte de Todos, superfaturada e do Foliaduto que desviou mais dinheiro público do que se possa calcular imaginar com que será erguido o nosso Estádio das Dunas.

Enquanto isso, a CAERN não Fornece água, mas cobra em dia, os postos fecham, mas, os remédios se estragam, a (in)segurança pública e a educação parece não ter uma solução possível.

Sejamos otimistas e que venham os jogos nem que seja entre Togo e Tunísia, ou Trinidad e Tobago e Arábia Saudita.

Rodolfo Alves | Publicitário e Esp. em Gestão Pública

segunda-feira, 15 de junho de 2009

“Eu prefiro ser essa metamorfose...”

Crise mundial que nada, a estrela antes brilhava a esperança, hoje brilha nos olhos dos xerifes desse país. Lula é hoje uma metamorfose ambulante, onde a cada momento vira algo cada vez mais místico e misterioso. O lulismo transformou nosso presidente num tratante velhaco e caloteiro.

Não bastava o calote que o governo federal deu no Rio Grande do Norte na enchente passada, que agora vem o ministro Geddel Vieira de Lima, dizendo que vai liberar R$ 7 milhões para atender as vítimas das enchentes do Estado. Basta saber se essa verba vai chegar e toda, pois a da enchente passada a água do governo federal levou. Sem falar na mudança das regras dos precatórios, outro calote anunciado e inconstitucional segundo a OAB nacional. Essa “medida” não passa de mais um crime contra a gestão pública e os cidadãos brasileiros.

A PEC dos vereadores além de desnecessária e injusta vai encharcar ainda mais as Câmaras Municipais. O Brasil precisa de tudo, de educação a saúde, menos de mais políticos. Precisamos sim, de mais políticos honestos e comprometidos com o povo brasileiro e não que trabalhe por interesse próprio (antipopulares).

Nunca na história desse país se esfolaram tanto as leis e seus protegidos, servidores aposentados e todo o resto da sociedade. Onde até o poder judiciário conhecido por não ter rabo preso, hoje seu maior representante é um ator fantoche meramente político. Fantoche de quem? Brilha.. Brilha estrelinha onde é que você estar...

Rodolfo Alves Publicitário e Esp. Em Gestão Pública

* Artigo publicado no jornal LITORAL

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Virose: doença dos profissionais da área de saúde para atestar sua própria incompetência.

Essa frase foi citada por meu primo através de sua página de relacionamento pessoal pela internet. Ele é mais uma vítima da virose que está visitando a todos, e que é notícia a todo o momento na mídia, onde se tornou a maior celebridade nacional da atualidade. Infelizmente, não é mais uma celebridade instantânea, com apenas quinze minutos de fama, como acontece com participantes de “reality shows” ou como namorados(as) de gente famosa.

Mas o que vem a ser virose? Como todo intelectual preguiçoso moderno, consultei a internet e encontrei a seguinte resposta: “Viroses são doenças provocadas por vírus. Por isso, são chamados de parasitas intracelulares obrigatórios, ou seja, necessitam infectar uma célula para que ocorra a replicação viral, pois dependem das células hospedeiras”, ou seja, nós.

Ultimamente todos nós, independente de cor, raça, religião ou classe social, somos vítimas dessa epidemia, isso me lembra de uma música... “Seja rico, ou seja, pobre, a virose sempre vem”... além de ser um ótimo exemplo de democracia, sem cartas marcadas ou negligência das autoridades “competentes”, os vírus.

Movimento muito bem organizado, o Rotavirus é de dar inveja em muitos movimentos e programas sociais. Invade melhor do que o MST e alcança mais pessoas do que bolsa família, em lugares distantes e de difícil acesso.

O termo virose tem sido utilizado rotineiramente por médicos quando não se define com exatidão qual é o vírus responsável pela doença (ou seja, em 99,9% dos casos). Isso causa certa insegurança na população, porque algumas dessas doenças oferecem risco de morte. Por exemplo, a dengue hemorrágica. Por ter características semelhantes, há vários vírus que podem provocar sintomas semelhantes, como diarréias, dor de cabeça, febre e vômitos. Quando não é possível dizer qual vírus está causando uma determinada doença (quase sempre - risadas) conhecendo apenas os sintomas, é necessário uma bateria de exames laboratoriais, os quais, na maioria das vezes, também não esclarecem muita coisa. O diagnóstico quase sempre o mesmo: virose.

Agora, quando o médico disser que você está com virose, você já sabe que está infectado por um vírus, mas não sabe precisamente por qual. Tomara que não seja grave.


Rodolfo Alves | Publicitário e Esp. em Gestão Pública

O Título de Papa Jerimum, nunca valeu tão Pouco

“Mais um cantor de axé music ganha título de cidadão natalense”. Esse era o título do artigo do blog Panorama Político, da minha colega de blog político Anna Ruth Dantas, do jornal Tribuna do Norte. O texto começava com a seguinte frase “A Câmara Municipal de Natal está se transformando em um verdadeiro carnaval fora de época”. Ela se refere a uma epidemia que afetou a Câmara Municipal do Natal, uma verdadeira distribuição de títulos de ‘Cidadão Natalense’, em especial aos cantores de axé music. Pelos “bons serviços prestados” eles embolsam verdadeiras fortunas para cantar 2, 4 ou 6 horas e dar diversas declarações de amor para a cidade. Como recompensa, eles são homenageados com o título cidadão natalense e vão embora com os bolsos cheio de grana.

Tudo bem, esse é o ganha pão deles, mas... veja bem, quando se recebe o título de cidadão natalense, a pessoa se torna um papa jerimum! Tenho certeza que a maioria nem sabe o porquê do nome e muito menos o que significa (justiça seja feita, muitos de nós natalenses também não sabemos o significado). Essa prática é sem dúvida uma manobra política, é o tipo de “trabalho” que não exige nenhum esforço de nossos vereadores e, ainda por cima, agrada parte de seus eleitores, especificamente os jovens que, na condição de fãs de celebridades, formam uma densidade eleitoral interessante para todos os políticos.

Entre as últimas celebridades nomeadas pela Câmara Municipal de Natal estão os seguintes cantores: Claudia Leite, Capilé, Netinho, Gilmelândia, Ricardo Chaves e, por último, o cantor Durval Lelys Tavares, vocalista da banda Asa de Águia, cuja proposição foi apresentada pelo vereador Aluíso Machado (PSB), que tem uma boa fatia de seus eleitores formada por jovens estudantes (pré-vestibulandos).

Além das nomeações de Título ‘Cidadão Natalense’, outro tipo de serviço, “trabalho”, bastante desenvolvido por nossos vereadores e deputados é a solicitação de voto de congratulações entre um e outro pedido de lombada, semáforo ou obras de tapa buraco.

Bom, com certeza, nós, verdadeiros cidadãos natalenses, papa-jerimuns de sangue, não somos tão ilustres como essas celebridades do Show Business (a não ser em época eleitoral). Em vez de homenagens, ganhamos praças pintadas, assistencialismo barato, entre outros agrados pagos por nós mesmos. O que nos resta é esperar que esse ano, nossos funcionários pagos com o nosso dinheiro se preocupem com questões mais importantes e necessárias.

Rodolfo Alves | Publicitário e Esp. em Gestão Pública